Nos recentes anos, DJ HK colocou as mãos nos
deckes de alguns dos melhores club reconhecidos mundialmente. Ele conta-nos
porque é mais do que apenas um DJ.
Nós
encontramo-nos com ele para descobrir os planos que tem, após a pausa de 3 anos
em atuações e novos releases. O porquê de ele ser mais do que apenas um DJ e
revelarmos o multifacetado produtor que toca múltiplos instrumentos.
Tú começaste a criar a tua carreira de DJ nos
últimos anos. Planeaste isso ou foi puramente por brincadeira?
Quando eu comecei
foi puramente por brincadeira e pelo amor que tenho por música, tocava em
alguns clubs depois de fecharem ou antes de abrirem ao público só mesmo por
brincadeira.
Tudo começou a
ficar mais sério quando entrei para a dupla FreeLovers Project (FL Project). A
minha entrada na dupla foi pura coincidência. A dupla era composta pelo DJ
D’Jack e pelo DJ André d’Almeida (ator/celebridade), eu nessa altura era o
agente de booking da dupla, contudo o DJ André d’Almeida devido a forte pressão
de agenda como ator, que na altura estava a grava novela Morangos Com Açucar, a
dupla começou a cancelar shows ou a não aceitar bookings. Contudo numa das
datas agendadas para o Mega Club Repvblica, na cidade de Castelo Branco, o DJ
André d’Almeida à última da hora cancelou comparecer no show, o DJ D’Jack com
quem eu passava muitas horas em estúdio incentivou-me a atuar com ele. E é aí
que surge o DJ HK como profissional pela primeira vez.
Lembro-me que o
club estava repleto de pessoas e eu estava completamente
nervoso a tremer por todo o corpo, mas passados 15 minutos da atuação começar e
vêr e sentir toda a vibração ao meu redor, eu simplesmente mostrei o meu amor
por música. Nessa atuação dezenas de seguidores habituais da dupla felicitaram
o meu trabalho e incentivaram a ficar na dupla.
DJ D’Jack também
incentivou a ficar na dupla, contudo eu não tinha dado a minha decisão, é
quando surge um movimento pelas redes sociais direcionadas ao DJ D’Jack para me
convencer a ficar na dupla e substituir o DJ André d’Almeida.
Foi quando vídeos
amadores daquela atuação começaram a circular na internet e gerentes de vários
club começaram a querer fazer bookings da dupla comigo e o DJ D’Jack.
Como começaste a tua carreira a solo?
Comecei a receber
muitos pedidos de bookings para atuar a solo e aí embarquei na aventura, mas
pelo meio houve sempre a paixão por duplas e estive noutras duplas. Além dos
FreeLovers fiz dupla com DJ Moon e DJ Paul Master nos ‘Mafia Friends Project’.
Mas não fugindo à
pergunta, eu comecei por ter muitos fãs, seguidores do meu trabalho a solo e
eles foram e ainda são a minha inspiração.
Como passaste de DJ a Produtor?
Comecei por fazer
Bootlegs para usar nas minhas atuações e Remixes de
alguns artistas do panorama musical mundial. Daí, aprendi a aperfeiçoar as
minhas capacidades em estúdio e comecei a criar originais. Devido saber tocar
vários instrumentos foi uma grande vantagem que tive em meu favor.
Qual o melhor club que já atuaste até hoje?
(risos) Essa pergunta não é fácil de responder porque depende de vários fatores,
além de que eu gosto da maioria dos clubs onde atuei. Mas posso destacar
alguns clubs que me ficaram gravados na memoria pela positiva: Kadoc,
Katedral, Kiss, Repvblica, Autarquia, Stressless, V Imperio, Satelite,
Biblioteca, Saint Tropez Beach Club, Pacha, Magystik, Pandora, Alexander’s,
Face Club, Babylon entres muitos outros que estariamos aqui horas a falar. (risos)
Tú nasceste em Portugal. Quais foram as tuas
primeiras experiências ligadas ao mundo da música?
(risos) As minhas primeiras experiências foram como bailarino. (risos) Fui bailarino em alguns clubs e trabalhei para alguns
shows de TV.
Posterior a isso,
criei um empresa de eventos na qual criavamos produções para clubs e
festivais, trabalhavamos com modelos, bailarinos, celebridades, artistas e
DJ’s. E foi nessa altura que comecei a tocar como DJ por brincadeira.
O que costumavas tocar por brincadeira?
Tocava um pouco
de tudo, especialmente músicas que estavam a bater, em vários estilos:
R’n’B, Swing, Hip Hop e muito som importado da América tipo Run DMC e KRS-One.
Depois nos FreeLovers Project tocava House e Afro-House.
Tú começaste um projecto chamado “My Journey” ,
podes nos contar um pouco sobre este novo projecto?
Yah! Eu lancei
alguns EP’s e Remixes com o suporte de vários artistas, especialmente
Brasileiros. Esta paragem de 3 anos de shows e lançamentos fez-me pensar na
vida, nos amigos verdadeiros, na família e na minha namorada. Nestes 3 anos
também aumentei a minha fé com Deus, que tem estado sempre do meu lado, e
foquei-me em criar este álbum.
O álbum será focado em House Music e EDM. Ainda tem algum caminho para percorrer mas a data de lançamento será no final de 2017 ou início de 2018. A ideia é lançar um EP primeiro, depois lançar o álbum e realizar uma Tour mundial e o “My Journey” é o álbum que vai suportar isso. O show em palco também já está a ser projectado para que seja uma Tour que fique na memória de todos.
Mal podemos esperar para o lançamento. Mas
reparamos que apesar de estares 3 anos ausente do showbiz continuas N˚1 no Top
Deejays de Portugal em Tech-House, como explicas isso?
Não há muito para
explicar, isso apenas demonstra que tenho seguidores verdadeiros e não ‘Likes’
comprados (risos), só tenho que
agradecer aos meus fãs pelo apoio e prometer-lhes que estou a dar o meu máximo
para os brindar com o novo álbum e a Tour mundial. Agradeço do fundo do coração
a todos que acreditam em mim e no meu trabalho e agradeço também à minha
namorada e aos meus amigos verdadeiros, que agora sei quem são, por todo o
apoio.
Entrevista
realizada a 5 de Outubro, 2016 no Reino Unido.
Querem saber mais sobre o DJ HK?
O Sobre Tudo Na
Música fica à espera do EP, álbum e Tour. E vocês?
